O mercado de agências de viagem tem uma característica que poucos exploram bem no Google Ads: existe um volume expressivo de pessoas pesquisando ativamente por pacotes e destinos, mas a maioria dos anúncios que encontro nesse segmento é genérica demais para converter bem.
Quando me deparo com uma agência de viagem querendo anunciar no Google, não começo pela campanha. Começo por quatro pontos que considero indispensáveis para esse mercado antes de colocar a mão na massa.
Ponto 1: Nunca criar anúncio genérico
Esse é o erro mais comum que encontro em agências de viagem que já anunciam. Anúncios que poderiam ser de qualquer agência, com qualquer destino, para qualquer público. “Pacotes de viagem com as melhores condições”, “viaje com conforto e segurança”, “consulte nossa equipe especializada”. Genérico demais para chamar atenção de quem realmente quer comprar.
Quando analiso o mercado antes de criar qualquer campanha, percebo que a maioria das agências compete pelo mesmo argumento:
1. Preço,
2. Parcelas,
3. Desconto,
4. Promoção.
E quando todo mundo faz a mesma coisa, ninguém se destaca. O serviço vira commodity.
O que funciona melhor para agências de viagem é sair do campo do preço e entrar no campo da experiência e da segurança.
A pessoa que pesquisa por uma agência de viagem não está só comprando um pacote. Ela está comprando a tranquilidade de que a viagem vai acontecer do jeito que ela imaginou, sem imprevistos, sem susto na hora do embarque, sem hotel diferente do que foi prometido.
Quando o anúncio comunica isso, que a agência é o meio mais seguro para a realização daquele sonho, a percepção de valor muda completamente. E a pessoa para de comparar preço porque não está mais comparando produtos iguais.
Ponto 2: Não anunciar para o Brasil todo
Esse é um erro que parece estratégico mas é na verdade um desperdício de dinheiro.
Anunciar para o Brasil inteiro pode parecer uma forma de maximizar o alcance. Na prática, dilui o orçamento em públicos com muito menos probabilidade de conversão e diminui a competitividade nos mercados onde realmente existem compradores em volume.
O raciocínio que uso é simples: onde estão as pessoas com mais propensão a comprar um pacote de viagem? Nos grandes centros, especialmente São Paulo e Rio de Janeiro, existe um volume muito maior de buscas qualificadas e o CPC para entrar em leilões competitivos pode ser em torno de R$ 3, o que já garante posições relevantes.
Prefiro concentrar energia e orçamento em estados e regiões com maior volume de buscas e maior poder aquisitivo do que espalhar o investimento por todo o território nacional sem critério. Foco gera resultado. Pulverização gera impressão sem conversão.
Ponto 3: Comunicação específica para destino específico
Esse é o ponto que mais impacta a taxa de conversão em campanhas de agências de viagem.
O jogo de vender no Google se resume a uma lógica que aplico em todos os projetos:
1. público específico,
2. comunicação específica,
3. oferta específica.
Quanto mais alinhados estiverem esses três elementos, maior a chance de conversão.
Na prática, isso significa criar campanhas e páginas de destino focadas em um destino ou pacote específico, não uma página genérica que mostra todos os destinos da agência ao mesmo tempo.
Quando alguém pesquisa por uma viagem para o Nordeste e clica no anúncio, precisa chegar em uma página que fale exclusivamente sobre aquele pacote, com fotos do destino, itinerário detalhado, o que está incluso e um caminho claro para entrar em contato ou fazer a reserva.
Chegar em uma página genérica com dezenas de destinos cria confusão. A pessoa não sabe o que fazer, não encontra o que estava procurando e sai sem converter. Você pagou pelo clique e perdeu a oportunidade.
Ponto 4: Não depender só da rede de pesquisa
Esse é o ponto que separa as campanhas de agências de viagem que apenas geram cliques das que constroem uma máquina de aquisição de clientes consistente.
A rede de pesquisa captura intenção. Quem pesquisa por agência de viagem está pronto para comprar, mas a grande maioria das pessoas que visitam o site pela primeira vez não converte na primeira visita.
Elas pesquisam, comparam, saem, e muitas vezes esquecem.
Para esse público que já demonstrou interesse mas não converteu, uso campanhas de remarketing em outras redes do Google, incluindo YouTube, Gmail e aplicativos de notícias.
O objetivo não é vender diretamente nessa segunda camada. É manter a agência presente na mente da pessoa enquanto ela ainda está no processo de decisão.
Para o YouTube especificamente, o foco é chamar atenção de um público que consome conteúdo relacionado a viagens mas que ainda não pesquisou ativamente. Quem assiste reviews de destinos, vídeos sobre turismo ou conteúdo de viajantes está em um estágio de consideração.
Aparecer para esse público com um anúncio bem construído, que foca na experiência e na segurança que a agência oferece, eleva o nível de consciência e aumenta a probabilidade de que, quando essa pessoa for pesquisar no Google, ela já conheça a sua agência.
Como esses quatro pontos se conectam
Não é coincidência que apresento esses pontos nessa ordem. Eles formam uma cadeia lógica.
Sem comunicação diferenciada, o anúncio se perde no meio de dezenas de concorrentes que falam a mesma coisa.
Sem foco geográfico, o orçamento se dilui em mercados com menos potencial.
Sem página de destino específica, os cliques chegam mas não convertem.
E sem uma segunda camada de contato para quem não converteu na primeira visita, você perde boa parte do investimento feito na rede de pesquisa.
Os quatro pontos funcionam juntos. Tirar um deles enfraquece o resultado dos outros.
Quer ver essa estratégia sendo aplicado na prática? Assista ao vídeo completo no meu canal do YouTube: Google Ads para Agência de Viagem
Quer aplicar essa estratégia na sua agência? Entre em contato e veja como posso te ajudar
Perguntas Frequentes sobre Google Ads para Agências de Viagem
Google Ads funciona para agências de viagem pequenas ou só para grandes operadoras?
Funciona para agências de qualquer porte, desde que a estratégia esteja adequada ao orçamento disponível.
A vantagem de uma agência menor é justamente a possibilidade de ser mais específica do que as grandes operadoras, que precisam comunicar para um público amplo.
Uma agência pequena que domina um destino específico ou um nicho de viagem tem condições de competir e ganhar de players maiores dentro daquele recorte.
O que define o resultado não é o tamanho da agência, é a qualidade da estratégia.
Quais palavras-chave funcionam melhor para agências de viagem?
As palavras-chave que melhor funcionam são as que indicam intenção clara de compra, como “agência de viagem em [cidade]”, “pacote de viagem para [destino]” e “agência de turismo perto de mim”.
Evito termos muito amplos como “viagem barata” ou “destinos turísticos”, que atraem pessoas em fase de pesquisa e inspiração, não de compra.
Quanto mais específica for a palavra-chave em relação ao destino ou serviço que a agência oferece, mais qualificado será o público que chega.
Devo criar uma página para cada destino ou uma página geral da agência resolve?
Uma página geral não resolve bem.
O que converte em campanhas de agências de viagem é a especificidade: página focada em um destino específico, com itinerário, fotos, o que está incluso no pacote e um caminho claro para entrar em contato.
Quando a pessoa pesquisa por uma viagem para Fernando de Noronha e cai em uma página que mostra 30 destinos diferentes, ela se perde e sai sem converter.
Você pagou pelo clique e não aproveitou a oportunidade.
Vale a pena anunciar para o Brasil todo ou melhor focar em regiões específicas?
Na maioria dos casos, focar em regiões específicas entrega resultados muito melhores do que anunciar para o Brasil inteiro. Grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro concentram um volume expressivo de buscas qualificadas com CPCs competitivos.
Pulverizar o orçamento por todo o território nacional dilui a presença nos mercados com maior potencial de conversão.
Começo sempre com foco geográfico e expando conforme os resultados e o orçamento permitem.
Como me diferenciar de agências que competem só por preço?
Saindo do campo do preço e entrando no campo da experiência e da segurança.
Quem compra um pacote de viagem não está só comprando passagem e hotel.
Está comprando a tranquilidade de que tudo vai funcionar como planejado.
Quando o anúncio e o site comunicam que a agência é o meio mais seguro para a realização daquele sonho, com suporte, sem imprevistos e com atendimento personalizado, a comparação de preço perde força.
A pessoa para de perguntar quanto custa e começa a perguntar como contratar.
O YouTube faz sentido para agências de viagem?
Faz muito sentido como segunda camada da estratégia.
Quem assiste reviews de destinos, vlogs de viagem e conteúdo de turismo no YouTube está em fase de consideração, pesquisando e sonhando com a próxima viagem.
Aparecer para esse público com um anúncio bem construído, focado na experiência que a agência proporciona, eleva o nível de consciência e aumenta a probabilidade de que quando essa pessoa for pesquisar no Google, ela já conheça e confie na sua agência.
Não uso o YouTube para vender diretamente, mas para construir familiaridade com quem ainda está decidindo.
Quanto devo investir para começar?
Depende do mercado e da região, mas em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro é possível entrar em leilões competitivos com CPCs em torno de R$ 3 para termos de agência de viagem.
Com um orçamento diário de R$ 50 a R$ 100, já é possível comprar um volume de cliques suficiente para gerar dados e otimizar a campanha.
O mais importante não é o valor do investimento inicial, é garantir que a estrutura esteja correta antes de escalar, com página de destino específica, comunicação diferenciada e segmentação geográfica bem definida.
Quer ver essa estratégia sendo aplicada na prática? Assista ao vídeo completo no meu canal do YouTube: Google Ads para Agência de Viagem
Quer aplicar essa estratégia na sua agência? Entre em contato e veja como posso te ajudar
